"Salvem a minha mamã". 11 crianças viram o pai matar a mãe em Espanha


"Salvem a minha mamã". 11 crianças viram o pai matar a mãe em Espanha


Data: 19/09/2019

São tantas situações de morte e com relação intra familiar que não temos referencias de outros países, mas *com informações do site noticias ao minuto podemos ver como em alguns países da Europa, ou os verificados também acontecem situações de morte inconcebíveis, portanto vamos verificar os relatos.

"Duas meninas viram a mãe morrer esfaqueada às mãos do pai na terça-feira, em Madrid. História chama a atenção para as crianças que assistem à morte das progenitoras, em Espanha.

A história das duas meninas de 10 e 8 anos que viram a mãe morrer esfaqueada, na terça-feira, às mãos do pai, em Madrid, é apenas mais uma para somar à mão cheia de casos a que Espanha assistiu só este ano.

"Salvem a minha mamã, salvem-na, por favor", gritou a menor mais velha, a parir da varando do 3.º andar de uma rua da Ciudad Lineal, em Madrid, quando percebeu que a sua mãe, de 31 anos, estava a ser esfaqueada pelo pai à porta de casa, relata o El Mundo. O homicida, de 43 anos de idade, foi detido e a mulher, de 31, morreu, com seis facadas.

Menos de dois dias antes, outras duas crianças, de 4 e 7 anos de idade, estavam a preparar-se para ir para a escola quando viram o pai balear mortalmente a mãe, a tia e a avó, em Pontevedra. O pai entregou-se às autoridades, quase toda a família morreu.

A publicação espanhola debruçou-se sobre este tipo de casos, no âmbito da violência doméstica, que são especialmente traumatizantes para as crianças. Referindo que são contabilizadas, desde 2013, quantas crianças ficam órfãs à mercê da violência doméstica, o El Mundo sublinha que não há estatística para quantas destas crianças são expostas ao trauma de forma direta, assistindo à morte da mãe.

Segundo o jornal, em Espanha, nos últimos 12 meses, pelos menos 11 crianças assistiram à morte da progenitora às mãos do pai. O número sobe para 22 crianças se foram contados os últimos 24 meses.

"Estas crianças enfrentam uma dor dupla: a dor pela pessoa ou pessoas - como no caso de Pontevedra - que foram assassinadas e, por outro lado, a dor de ver um progenitor associado a essa violência brutal, para além do trauma de o testemunhar", indicou Raquel Castro, psicóloga infantojuvenil, à mesma publicação.

Recorde-se que este ano já morreram 43 mulheres em Espanha, número superior ao período homólogo, de acordo com o apurado pela Delegação do Governo para a Violência de Género".